Aniversário: 10 de dezembro | Cidade Natal: São Paulo | Instrumento: guitarra, violões, backing vocals e programações
Comecei a tocar por volta dos 5 anos. Tocava um saxofone de brinquedo na sala de casa praticamente pelado, e, como na época o dinheiro não me interessava, nunca pedi cachê, mas aposto que meus pais pagariam por aquelas apresentações.
Ganhei o primeiro violão aos 12 anos, embora já usasse um velho teclado como medidor de algum possível talento, e comecei a estudar aos 13 ainda sem um rumo específico. Isso até ouvir os CDs de rock que sempre estiveram na estante. Como se fosse uma droga que propagasse um efeito alucinógeno com efeitos colaterais energéticos, acabei me viciando.
Como na maioria dos casos, o efeito ficava cada vez mais fraco diante do vício, que a cada dia aumentava através de doses cavalares. Precisei fortalecer o efeito e acrescentei distorção me juntando à guitarra elétrica. Daí em diante, fiquei obcecado por substâncias como David Gilmour, Slash, Eric Clapton, Daniel Johns, entre outras.
Nesse meio tempo, me juntei aos drogados do colégio e começamos a usar coisas de adolescentes. Tocávamos um rock tradicional com um jeito antigo. Mais tarde, viria a conhecer novas pessoas até me juntar a Mike Maeda, um viciado diferente dos outros. Esse encontro trouxe também Vitor Lou. Como tudo, nós precisávamos de uma voz, e, lembrando dos antigos dependentes, chamamos Guilherme Rios. Como no mundo das drogas o barato é dividir chamamos Nico Garcia para dividir as guitarras comigo, e, como tinha que se ter algo em comum, Nico vem com drogas de piadas.
Como o tempo me forçava a fazer uma escolha para a vida toda, acabei escolhendo o mundo das drogas e entrei para a faculdade de música. Como era de se esperar, comecei a experimentar substâncias mais fortes até escolher composição.
Hoje em dia, uso uma substância orgânica própria para minha satisfação. Seu nome é Líris.